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Suruacá está passando por um período muito mas quente do que o inverno passado, quando chove com pouco tempo fica quente. O clima está mudando, e muitos governantes não estão preocupado com o clima, muitos empresariados pouco ligam, a vida dessas pessoas é só no dinheiro, precisamos de um olhar à mais, para os ribeirinhos. As Resex’s precisam de projetos de reflorestamentos, capacitação de líderes para a extração dos extrativismo vegetais. Uma sociedade unida se torna justa e comunicativa, entretanto, assim teremos alimentos nas nossas mesas, sem derrubar as árvores e destruir o solo. Estamos na época do cupuaçu, acerola, piqui ou piquiá e manga. São frutas que a comunidade não vence, e a manga temos por demais.
informação de Djalma Moreira Lima
Depois de um forte verão prolongado, finalmente chega o inverno, estação chuvosa no Oeste do Pará. Esta estação é muito boa para plantio. Com a terra fértil as plantações ficam fortalecidas e logo o retorno de quem plantou vem na colheita. A chuva trás vida nova para as plantas caseiras, nativas, animais, principalmente para os pássaros que fazem a maior festa com muitas cantarolas em meio a Floresta Amazônica.
REPORTER: Em nossa comunidade de Suruacá que fica situada na margem esquerda do Rio Tapajós Resex. A enchente não chegou até os moradores que estão situados na parte mas alta,por causa do grande barranco. Mais atingiu os lugares próximos daqui, como: Santa-Quitéria, Bom Jardim e Varre-Vento. Alguns moradores tiveram que se mudar para a parte mas alta, pois foi impossível permanecer no local onde estavam, por causa da grande enchente do Rio Tapajós. Nós fomos até Santa-Quitéria, onde é um dos pontos turísticos daqui da comunidade de suruacá. Andamos um pouco e vimos os prejuízos pelas águas, onde os bangalôs ainda estão totalmente submersos. A ponte está quase toda alagada e a situação dos alunos, fica meio complicado por que tem que atravessa-la todos os dias, concerteza correndo um grande perigo. Fomos até a casa do Sr. Raimundo Correa que é um dos moradores atingidos pela enchente, a sua casa de farinha e chiqueiro dos porcos estão todos alagados e a água está cada vez mais próximo da sua casa. fizemos uma pequena entrevista com a família. O Sr. Raimundo explica como está se sentindo neste momento nessa situação:
RAIMUNDO: -Agente se sente um pouco ameaçado pelas cobras, jacarés e ai agente fica ser ter pra onde correr, agente não pode fazer nada e o jeito que tem é ficar por aqui e esperar a água baixar pra ver se a vida continua, volta ao normal e agente vem se esforçando o máximo pra não correr porque contra Deus a gente não pode e ai agente fica aqui!, já temos fazendo farinha lá pelo centro do pessoal, porque não tem outro jeito e agente vai levando a vida devagar. Continuar lendo este artigo »
No Tapajós , municipio de Santarém ainda continua caindo muita chuva. Para nós ribeirinhos é bom para irrigação das plantas, mas também está sendo difícil. O motivo é que animais peçonhentos surgem aqui no suruacá e duas pessoas já foram picadas de cobra surucucu, que é um animal que tem mas neste lugar. A água também está quebrando muito barranco na frente da comunidade. Duas famílias já se mudaram, uma do leste e outra do oeste da comunidade para o centro pois a água tomou conta das suas casas.
Não há dúvida que a enchente deste ano de 2009, é praticamente a maior de todos dos tempos já vista. Em função disso, rios e igarapés são transbordados com grande quantidade de água que vem de nuvens super-carregadas.
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*A maior floresta tropical do Planeta, a Amazônia sul-americana, corresponde a 2/5 da América do Sul e a Metade do Brasil.
*Um hectare da floresta amazônica tem mais espécies que toda América do Norte e em uma só se suas árvores vivem mais espécies de formigas que em toda a Inglaterra.
*Num único dia, o Amazonas despeja no Oceano Atlântico mais água do que toda a vazão do Rio Tâmisa, em Londres, durante um ano inteiro. Só a Bacia do Rio Negro, um dos afluentes do Amazonas, tem mais água doce do que toda a Europa.
*O volume de terra que o Rio Amazonas joga no mar é tão grande que, graças a esses sedimentos, o litoral da Guiana Francesa e do Amapá está crescendo. Esse crescimento, ainda não medido, já aparece em imagens de satélites.
*A Ilha de Marajó é na verdade um arquipélago. O número exato de ilhas ninguém conseguiu ainda contar, mas é de pelo menos 2.000. Ocupam uma área de 50.000 km², maior que a Suiça.
*Ao contrário do que se pode imaginar, os rios mais feios da Amazônia, os de água barrenta, são os mais generosos para a vida na região. Carregam sedimentos que arrancam da Cordilheira dos Andes e de outras regiões por onde passam. Na enchente, depositam no solo esses sedimentos, adubando km nas vizinhanças do rio. Ali, as plantas nascem viçosas quando as águas baixam. Esses rios também têm mais peixes.
*Os rios escuros, como o Negro, são muito mais bonitos, mas a água é ácida e pobre em nutrientes. Apenas 5% dos peixes vendidos em Manaus vêm do Rio Negro, que banha a cidade.
*O maior camarão de água doce do mundo vive na Amazônia. Também encontrado em alguns rios do Nordeste, chega a medir 48 cm da cauda à ponta das garras. Existem pelo menos trinta espécies de camarões e outras trinta de caranguejos na Bacia Amazônica.
*Vive na Amazônia a maior mariposa do mundo, a Imperador. Tem 30 cm de envergadura – tamanho igual ao de duas canetas esferográficas.
*Tubarões e outros peixes do mar entram com certa regularidade no Amazonas. Eles não se reproduzem na água doce, mas conseguem se dar relativamente bem. Tubarões já foram pescados até em Iquitos, no Peru, uns 4.000 km rio acima.
*Das 483 espécies de mamíferos existentes no Brasil, 324 vivem na Amazônia (67%). Das 141 espécies de morcegos, 125 voam também na Amazônia.
*Com 30 milhões de espécies, os insetos formam o maior grupo de seres vivos na terra, sem levar em conta bactérias e microrganismos. Na Amazônia está um 1/3 deles.
*Quem não gosta de répteis precisa saber: há 300 espécies desses animais na Amazônia, de cobras a lagartos.
*O nome Amazonas foi dado pelo frei Gaspar de Carvajal, o primeiro cronista europeu a viajar pelo rio, durante a expedição de Francisco de Orellana, na primeira metade do século XVI. O frei afirmou que sua embarcação foi atacada por mulheres que, como na mitologia grega das amazonas, pretendiam escravizar os homens para procriar antes de matá-los.
*As mais antigas evidências arqueológicas da existência humana na Amazônia são de, pelo menos, 12.000 anos atrás.
*Os índios brasileiros, que eram 6 milhões na época do descobrimento, hoje são 300.000. Enquanto a população total do Brasil cresceu 27 vezes, a dos índios diminuiu vinte. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, havia em torno de 1.300 línguas indígenas no país. Restaram 170.
*Dois em cada três índios brasileiros vivem nas reservas indígenas da Amazônia. São 170.000 pessoas em um território equivalente à quase três Alemanhas. Só os 8.200 ianomâmis ocupam uma área de 94.000 km², maior que a área de Portugal. Cada índio brasileiro hoje possui em média 3,6 km², mais de duas vezes o Parque do Ibirapuera, SP. No total, é dos índios quase 12% do território nacional.
*Durante o ciclo da borracha (1879-1912), a Amazônia foi responsável por quase 40% das exportações brasileiras. Manaus era a capital mundial da venda de diamantes, e o seu teatro, com 681 lugares, foi construído na Europa e trazido de navio para ser montado no Brasil. Sob o calor de 40 graus, os ricaços usavam terno, gravata-borboleta e colete, imitando os ingleses. As mulheres vestiam-se com modelos parisienses.
*Graças à borracha, nos primeiros anos deste século a Amazônia teve uma renda per capita duas vezes superior à da região produtora de café – São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. A riqueza acabou quando ingleses levaram as mudas de seringais para a Malásia, até hoje líder mundial na produção de borracha natural.
*A primeira megaobra na Amazônia foi a estrada de ferro Madeira-Mamoré, em Rondônia. Era parte do preço pego pelo Brasil à Bolívia pela compra do então território do Acre. Serviria para escoar produtos bolivianos, mas foi um fracasso. Durante a construção, entre 1907 e 1912, mais de 6.000 operários morreram de malária – um morto por dormente da ferrovia, como se dizia na época. Hoje dos 366 km construídos, apenas 07 km de trilhos continuam em operação.
*O peixe que viaja o diâmetro da lua – Um grande predador, o piramutaba sai da foz do Amazonas e cruza o Brasil rio acima para desovar.. Só no percurso de ida, viaja de 3.000 a 3.500 km todos os anos – distância equivalente ao diâmetro da lua. Tem uma espécie de couro no lugar de escamas e é o peixe mais exportado da região amazônica. O maior comprador é o Japão.
Ribeirinhos de 12 comunidades da Flona e da Resex estiveram participando de um curso para condutor ambiental Local, que teve o termino ontem, dia 05 de dezembro, tendo como objetivo central capacitar pessoas para conduzir turistas e visitantes nas comunidades, além de incentivar o turismo, já que, essa região apresenta muitas belezas naturais e uma cultura riquíssima que precisa ser mais valorizada.
Os temas estudados durante o curso foram sobre Meio Ambiente e Cultura, Turismo e Sustentabilidade, O Trabalho do Condutor Ambiental, Segurança e Primeiros Socorros, todos respectivamente dados em quatro módulos pelos professores do IESPES e com uma participação do Corpo de Bombeiros. As aulas foram realizados na Escola da Floresta, próximo a Alter-do-Chão. O curso foi realizado pelo Ministério do Meio Ambiente.
Aqui de Suruacá estiveram participando 3 pessoas, Dailon Alves, Laurivam Mélo e Eliane Melo.
Durante essa época de verão é preciso ter muito cuidado com o fogo, sabendo que cada ano que passa o aquecimento global é mais forte. Neste domingo, dia 21, dia da árvore, lideranças e comunitários fizeram um reflorestamento em um local próximo a comunidade em que pegou fogo.
Na enchente, muitos capins chegam na beirada do Rio Tapajós. E na seca eles ficaram na praia. Foi exatamente por isso que que aconteceu a queimada. Alguém passou pela praia e teve a inconsciência de jogar fogo no capim se estendendo até as árvores da beira da praia e do lago. Foi a segunda vez que isso aconteceu em dois anos nesse mesmo lago.
Diante disso, a liderança resolveu fazer um reflorestamento nessa área, visando a preseervação do meio. Além de ser também um lago que muitas pessoas, não só de Suruacá como de outras comunidades, tiram seus alimentos, no caso o peixe é um local onde tem também bonitas praias.
Verão é uma estação quente em várias partes do território brasileiro principalmente aqui na região Norte. E é nesta época do ano que os agricultores rurais e pecuarista aproveitam as boas condições do solo para fazerem roçados e queimadas, é nesse momento que devemos ter o máximo de cuidado com o fogo. Exemplo disso é o fato que aconteceu a 10 anos atrás no Estado de Roraima.
Fazer queimadas é uma prática muito comum entre agricultores e pecuarista. É ainda, a alternativa mais usada para a limpeza de terreno, embora seja também a mais perigosa e prejudicial. A rezalização das queimadas acontece por que a grande maioria dos agricultores não possuiem alternativas para substituir o uso do fogo em suas atividades.
É por isso que devemos nos preocupar e, ao invés de remediar é sempre bom prevenir, desta maneira nós não teremos razões para chorar no futuro ou até mesmo no presente. A sociedade tem que ser instruída e conscientizada que o uso indiscriminado do fogo causa sérios danos a saúde, a morte de animais, a poluição do ar e consequentemente a degradação da biodiversidade e do meio ambiente em geral.
Nas últimas estatística vimos que no Rack do Aquecimento Global o Brasil está entre os quatros primeiros, isso por que o índice de incêndios na Floresta Amazônica é muito alto. Para isso não acontecer mais, devemos praticar as metodologias de preservação como; Não jogar bacanas de cigarros nas margens de estradas, fazer aceiros nas beiradas de roçados, não encendiar vegetações secas nas margens de igarapés e praias. Você não quer ver o verde da floresta virar fumaça, ou quer?
Preservar o patrimônio natural é o dever de todos nós, Ministério do Meio Ambiente, Brasil um país de todos.




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