Articles by Jardson Melo

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Nesta estação do ano é  comum a prática do puxirum para os ribeirinhos. O puxirum é  o trabalho realizado por um grupo de pessoas que se unem  para desenvlver uma atividade de roçado ou plantil. É uma troca de dia de trabalho entre pessoas;  por exemplo, hoje é do Pedro, amanhã é do João, depois de amanhã é do José,  e assim sucessivamente até que todos os puxiruns sejam realizados com sucesso, o puxirum é uma cultura muito valorizado pelo povo ribeirinho e designa um bom exemplo de união entre todos os trabalhadores.

Antes de iniciar o trabalho algumas pessoas são escolhidas para execer certas funções, isso faz parte da regra dos puxiruns. O FEITURA, é o chefe que comanda a equipe que vai roçando os matos baixos com as seguintes ferramentas; teçado e foce. O CAPITÃO, é o chefe que comanda a turma que vem logo atrás fazendo a derrubada dos matos maiores, usando apenas o machados, em algumas ocasiões usa-se os motosserras, entretanto essa prática não muito utilizada. O AGUADEIRO, é a pessoa encarregada de servir as bebidas; Tarubá, Cachará, essas bebibas são derivadas do cultivo da mandioca, água também servido ao trabalhador. Bebibas álcoolicas não são permitidas na realização dos puxiruns.

Nesses roçados são plantados; arroz, mandioca, milhos, feijão, batata e outros cereais. Um fator importante que as áreas derrubadas são de pequeno porte que não chega a fazer Impacto Ambiental nenhum. Um roçado é cultivado de 2 à 3 anos, depois disso o mato cresce  e a terra se fortalesse para mais tarde ser útilizada novamente. Todo dono de puxirum tem a séria responsabilidade de servir uma merenda e um almoço para os trabalhadores após o trabalhado estando concluído. Assim funciona os puxiruns, com uma festa bem animada no meio do roçado.

Comunidade de Amorim, mais um encanto do rio Tapajós na Amazônia. Já presenciei mil contadas vezes esta comunidade que se localiza às margens esquerda do saudoso rio Tapajós. Muitas vezes em festa, outras em passeios para rever os amigos e colega lá conquistado. Desta vez não fui somente para passar um dia ou uma noite, fui para ficar vários dias e várias noites e ainda tenho uns calculados 20 dias para ficar por lá, até finalizar uma obra com dois parentes amigos daqui de Suruacá.

Por lá tanta satisfação vê e falar quase todos os dias com os amigos amorienses. Nas tardes de sobra sempre umas voltas de moto com amigão William e sempre que possível nos aventuramos nas animadas pescarias com outro amigão Raik lá mesmo de Amorim. E para colocar os papos em dias vale apena trocar uma ideia com os filhos do lugar, sendo eles; Raik, Hebe, Lucivaldo, Branca, Patrícia, Elioneide e vários tantos…

Amorim vive um momento importante com a construção de muitas casas do Projeto Habitação do Governo Federal, isso significa que a renda perca pita dos coboclos ribeirinhos cresce, mas quase sempre com aquele pé de burocracia.

A pacata Amorim tem costumes e tradições como de qualquer comunidade amazônida. Sobrevive da agricultura no cultivo da mandioca, milho, feijão… E para enfatizar esses sabores a caça e pesca artesanal complementam a culinária local.

O Ecoturismo aos poucos se movimenta na comunidade lentamente garante uma fonte de renda para os catraeiros que levam os turista para os moldes dos igarapés e belezas naturais da comunidade.
comunidade se empenha para conseguir um projeto de Inclusão Digital. O sonho ainda tá longe, porém o local aos poucos vai sendo preparado. Começo eles já tem, em 2008, houve uma mega oficina de Inclusão Digital ministrado pelo Projeto Puraqué de Santarém, entretanto, nada pára por aí garante uma professora.

Para saber de boas histórias nadas melhor do que conversar com pessoas experientes da vida daquele lugar, aqui citamos algumas; Seu Bianor, Dona Madalena, Dona Isabel e tantos outros… Outro dia conversei com um senhor não lembro do nome dele, mas ele falou umas coisas muito interessantes; “Quando cheguei aqui em Amorim, tinha só 4 famílias. A fartura de caça e peixe era muito grande. Tambaque, Pirarucu era farto e fácil. Hoje em dia a pesca ainda continua farta mas caça sumiu. O povo aumentou tem muita gente, todo mundo precisar comer todo dia“ afirma.

No período de 01 á 12 de Junho, a comunidade de Suruacá esteve celebrando as festividades do seu Padroeiro Sagrado Coração de Jesus.

Neste ano de 2010, a Festa do Sagrado Coração de Jesus teve uma participação muito boa tanto de pessoas lecais, quanto de pessoas de fora da comunidade de que vieram participar das devoções ao Padroeiro. As comunidades de; Vista Alegre, Solimões, Pedra Branca e Mapiri de Santarém, estiveram fazendo noitadas religiosas na Igreja Sagrado Coração de Jesus deram suas contribuição nos arraias da festa. Sexta-feira último dia de festa religiosa, aconteceu o círio com imagem do Padroeiro percorrendo as ruas da comunidade a noite houve um bingão com variados prêmios e o famoso leilão com muitos produtos baratos a disposição do público presente. Sábado às 8:30hs da manhã teve mais uma edição da Corrida do Sagradão nas categorias; masculina, feminina e mirim teve premiação em dinheiro aos três primeiros colocados de cada categoria. Às 13hs, deu-se inicio ao torneio de futebol com uma premiação bem interessante.

Para encerrar a festa do Sagrado Coração de Jesus deste ano de 2010, estivemos o concurso das Candidatas à rainha da festa às 11hs a a banda Los Manos de Santarém protagonizou os melhores ritmus musicais do Estado do Pará para a moçada chacoalhar o esqueleto até às 4hs da manhã.

A comunidade de Suruacá agradece primeiramente à Deus e depois todos os parceiros que se doaram para a realização de mais uma linda festa. Ano que vem tem mais!!!

Hoje, dia 13 de Abril, a comunidade de Suruacá. Viveu mais um dia de muita agitação nos quatros canto da vila. Mais de 25 pessoas em grupos totalmente diversos e toda a equipe da Unidade Móvel (Abaré – Amigo, cuidador), protagonizador do projeto Saúde na Floresta nos rios Amazonas, Arapiuns e Tapajós, estiveram realizando trabalhos distintos um do outro, e acima de tudos levaram lembranças e deixaram saudades em Suruacá.

A Vivo, empresa de telecomunicações esteve gravando uma parte de seu novo comercial aqui em Suruacá no coração da Floresta Amazônica. Este comercial é fruto do Projeto Conexão Belterra instalado no final de 2009 no município de Belterra-Pá. Três jovens oriundos da Suécia estiveram manifestando seus profissionalismo gravando uma tele-novela com os jovens, cujo o tema; DST/ Aids – Doenças  Sexualmente transmissíveis, um assunto muito importante nos dias atuais da socidade  sem distinção de raça, cor, religião, etnia, etc. Cinco Italianos no comando de Ângelo, (contribuidor do Saúde e Alegria na Itália), estiveram fazendo uma filmagem sobre a ultilização do Telecentro Cultural, Internet e a participação da comunidade  na Rede Mocoronga de comunicação Popular. Para fechar o quadro de visitantes deste dia 13, comunitários receberam mais uma vez a Unidade Móvel de Saúde – Abaré. O Amigo Cuidador, desenvolveu seu trabalho de rotina; Atendimentos médicos, odontologia, consultas, PCCU e mais…

O fluxo de trabalhos foram muitos, muitos produtos foram colhidos numa jornada de trabalho relâmpago, seja, por trás da câmeras, seja nos consultórios médios do Abaré, seja em qualquer canto da comunidade de Suruacá. O importante que todos foram almejados conforme as expectativas previstas por todas as pessoas envolvidas nos diferentes tralbahos, entretanto, todos com um só objetivo, fazer  valer a importância do profissional e do profissionalismo.

Telecentro Comunitário de Inclusão  de Suruacá. Uma iniciativa de Inclusão Digital no núcleo da Amazônia que vem dando certo, com compromissos e responsabilidades sociais. Idealizado pela Organização Não Governamental – Projeto Saúde de Alegria em meados de 2003, sendo inaugurado no dia 13 de Dezembro do referido ano, com uma festa de apropriação do Telecentro inesquecível.

Por que inclusão Digital na Amazônia? Talvez você já tenha ouvido essa pergunta, não é mesmo? Toda pessoa tem direito a Comunicação e Informação. Com a chegada da Internet nas comunidades o acesso a informação cresce muito, e fica muito fácil  se  comunicar e conhecer pessoas por todo o mundo. Isso ainda é um privilégio para poucos e um sonho de consumo para milhares de pessoas, principalmente para as populações tradicionais da floresta, para os povos que vivem nos campos e nos bairros e ferias pobres de cidades.

O uso da Internet nas comunidades  não se limita no enviou de correios eletrônico, chat ou pesquisas de músicas. A Banda Larga é muito utilizada pelos alunos da escola João Franco Sarmento e demais comunidades vizinhas nas proximidades de Suruacá. Muito últil nas publicações de conteúdos disseminados para o blog comunitário local www.suruaca.redemocoronga.org.br, a partir deste blogue os acontecimentos locais ganham o mundo com o poder da velocidade da informação que as tecnologias obtém.

Então você agora já sabe que fazer Inclusão Digital, é fazer o uso de políticas públicas no que desrespeita o acesso  de pessoas aos meios de comunicação do mundo moderno. Incluir digitalmente significa alfabetizar digitalmente cidadãos para o manuseio das tecnologia  digitais.

Na sexta-feira, 02 de Abril, os jovens protagonista do Grupo de Teatral da comunidade de Suruacá, “Revelação de Suruacá”, apresentaram pela quinta vez a peça; Paixão, Morte, Ressurreição de Jesus Cristo. Read the rest of this entry »

No período de 07 à 09 de Abril, vai acontecer o II Encontro de Conhecimentos Livres/ Forum Amazônico de Cultura Digital no Pontão de Cultura em Santarém PA. Na ocasião a Peróla do Tapajós, estará sediando a primeira Feira de Cultura Digital do Bairros e Comunidades Amazônicas, uma iniciativa do Pontão de Cultural do Tapajós, fruto da parceria entre Projeto Puraqué e Projeto Saúde e Alegria – PSA. O evento integrará pela primeira vez uma diversidade grande de iniciativas de inclusão e cultura digital que vem sendo realizadas na região, dando-lhes visibilidade e possibilidades de maior apropriação pela população dos conceitos e usos práticos proporcionados pela cultura digital na vida dos cidadãos.

O evento vai reunir vários bairros de Santarém, assim como Comunidades rurais das regiões dos rios Arapiuns, Amazonas e Tapajós. Dois ativistas voluntário do Telecentro Cultural Comunitário de Suruacá, estaram representando a comunidade.

O ano de 2010 é 10, para o destaque  de jovens na comunidade de Suruacá. A juventude está se envolvendo cada vez mais nos grupos de gestão de entidades locais. Decisivamente estão deixando de ser coadjuvantes e assumindos cargos de  coordenadores.

Tudo começou no dia 27 de dezembro de 2009, quando os jovens; Érico Costa e Nailton Fábio, foram eleitos coordenador, vice-coordenador da comunidade e automáticamente sendos empossados no dia 02 de janeiro de 2010. O lado confiante da história é que eles não fora indicados por comunitários ou liderança, eles mesmo se auto-indicaram para concorrer a eleição. Confiança total para coordenar 180, sendos 480 à 500 habitantes.

No mês de fevereiro foi a vez do jovem Ronilson Valente, assumir a coordenação do CLube de Futebol –  Norte Brasil Esporte Clube. Em meados do mês de março estivemos o Jovem Valmir Kelisson, assumindo a vice-coordenação do Clube de Futebol – Santos Futebol  Clube, ambos Vila da Suruacá rio Tapajós.

Acredita-se que mais jovens estaram coordenando grupos em Suruacá nos próximos meses. É a juventude mostrando seus potenciais, capacidades, competência e muito mais… A faixa etária dos jovens líderes é de 18 à 25 anos de idade.

Na noite de Terça-feira, última noite de carnaval, deste de ano de 2010, aconteceu na comunidade de Suruacá, a terceira edição do animado ‘Carna Suruacá’, entre os blocos carnavalesco Jacaré e Juvenal. Neste ano o evento foi organizado pela comissão do Sistema de Abasatecimento de Água e Energia da comunidade. O carnaval de Suruacá é simples, porém, alegre, divertido sem violência ou algo do gênero. Não teve premiação para destacar o vencedor, os foliões se organizam para protagonizar a cultura popular brasileira, que faz alegria de milhões de brasuca e extrangeiros espalhados por todo esse planeta.

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Suruacá é uma comunidade rural localizada na margem esquerda do rio Tapajós, região de terra firme. A comunidade não dispõem de transporte terrestre motorizado (carro, caminhão, girico…), que facilite a locomoção dum lugar para outro. A bicicleta é o meio de transporte mais utilizado na comunidade, as magrelas fazem tão sucesso que cada família tem uma, outras tem duas, três e assim o fluxo de bicicleta vai aumentando e facilitando a locomoção de pessoas e produtos cultivados na comunidade. Algumas famílias optam por carroça meio de transporte traçado por animais, porém, essa, prática é pouco utilizado.

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